O Mestre dos Mestres

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Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

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domingo, 7 de outubro de 2007

UM É O OUTRO


"Após uma breve interrupção estou voltando a escrever, peço desculpas às pessoas que costumam visitar este blog".

Em qualquer sentido que se pensar, o outro ou os outros, em um sentido mais amplo, são elementos constituintes fundamentais para o desenvolvimento de qualquer ser, e não poderia ser de outra forma com os seres humanos. A existência e a relação com os nossos iguais são fundamentais para um viver pleno, saudável e equilibrado e para o crescimento do ser em qualquer sentido.
A fim de mantermos nossa sanidade psicológica, temos com certeza uma necessidade atávica da presença de alguém para compartilharmos as nossas agruras, vivências e descobertas. No limite, todos precisamos de alguém, nem que seja de um "Wilson", em nossas vidas, pois quando não temos uma pessoa, tendemos a criá-la, até para não perdermos completamente a razão.
Como o Aikido imita a vida e tem inspiração nas forças da Natureza e do Universo, não poderia ficar de costas para esta verdade universal. O praticante de Aikido só evolui e desenvolve a sua prática com a participação dos outros, dos seus parceiros. Sem a existência de companheiros e parceiros não somos nada, não há desenvolvimento e nem crescimento, tanto no nível das técnicas (psicocorporal), como no nível energético ou espiritual-filosófico.
Por outro lado, não podemos tratar nossos companheiros como "bolas com cara de gente", não porque alguma regra social ou religiosa assim manda, mas simplesmente porque não existe outra maneira, já que o outro e eu somos a mesma coisa, não existe diferença. Tanto isso é verdade que, se eu não vejo e não tenho a companhia do outro, busco criá-lo de alguma forma, pois me sinto incompleto.
Na prática do Aikido isso fica evidente nos papéis de NAGUE (quem sofre um ataque e executa técnica) e de UKE (quem ataca e recebe a técnica executada pelo nague). Durante um keiko (treinamento), os praticantes estão constantemente trocando de papéis e de funções. Assim, em um momento eu sou nague, em seguida, já sou uke e, no instante seguinte, volto a ser nague, e assim sucessivamente e indefinidamente.
Contudo, a questão é: o que leva o praticante a valorizar mais o papel de nague? A resposta a essa pergunta fica para um outro momento; porém, o que gostaria de ressaltar é que um não vive sem o outro. A qualidade do sucesso ou a realização plena só se materializam diante da harmonia, quando ambos têm o mesmo peso e o mesmo valor, quando não existe diferença entre nague e uke. O verdadeiro caminho é quando o eu tem o mesmo valor que o outro, quando um é o outro.

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