O Mestre dos Mestres

O Mestre dos Mestres
M. Ueshiba - O Sensei - Grão Mestre
Google

Visita à Passo Fundo em 26/02

SEJA BEM VINDO

Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

Para publicar comentário, em um dos Post, CLIK em comentários, abaixo do texto escolhido.
POSTAGENS
Logo abaixo você sempre encontrara os três ultimos textos publicados.
Para recuperar textos mais antigos, navegue até o final do Blog e clik no link "Postagens mais antigas"

Mostrando postagens com marcador Big brother. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Big brother. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de março de 2008

FORMADORES DE AÇÃO POSITIVA

Seguidamente, tenho feito referência à importância que tem a ação de cada um de nós como pessoa, e o quanto isto influi nas pessoas e seres de modo geral, que convivem com a gente. Todas as referências aqui colocadas servem para qualquer pessoa, mas principalmente para os praticantes de Aikido. Digo isto tendo em vista que, via de regra, os praticantes de Aikido, são "formadores de opinião, e se não são, acabam com o tempo se tornando, isto acontece por se destacarem em suas atividade, e passarem a ser referencia para outros, isto acontece, por desenvolver, através da pratica das técnicas de Aikido, características e qualidades, tais como: pro-atividade, objetividade, altruísmo, equilíbrio e centramento.
Mas na realidade o que eu quero marcar aqui não é a necessidade de formadores de opinião, mas sim a de formadores de ação (Desconheço se já existe esta expressão, mas se nunca foi usada, vamos considerar criada a partir de agora.)
O que é um formador de ação? É aquele que influencia ou modifica comportamentos, hábitos, atitudes e ações em outros seres, mas através das suas ações e não através de palavras.

Para entendermos com mais clareza o assunto é significativo olhar o que diz o primatologista holandês Frans de Waal, autor do livro
The Ape and The Sushi Master
(O macaco e o sushiman, sem tradução no Brasil).
"Há quase 50 anos, na pequena ilha de Koshima, no Japão, Imo, um jovem macaco que gostava de batata-doce, teve um insight que mudaria para sempre o hábito alimentar da sua espécie. Num dia de Setembro de 1953, ele não levou a batata diretamente à boca, como faziam todos os outros animais. Ninguém sabe ao certo se ele percebeu que a terra suja desgastava seus dentes. Ou se ele achou mais saboroso comer ela limpa. O fato é que Imo começou a lavar a batata antes de comer, como faria qualquer dona-de-casa. No começo, ele apenas mergulhou a batata num pequeno braço d'água que corria em direção ao mar. Depois, aperfeiçoou a técnica: enquanto afundava a batata na água com uma das mãos, aproveitava a outra para retirar a lama mais aderente. Três meses depois, dois amigos dele começaram a fazer o mesmo e o hábito se espalhou pelos irmãos mais velhos, foi repetido pelas mães, numa espécie de reação em cadeia. Em cinco anos, mais de três quartos dos jovens da espécie lavavam a batata exatamente como Imo.”
Hoje, comer a batata limpa é uma característica das novas gerações de macacos da ilha de Koshima.
A descoberta de Imo pode parecer banal, mas obrigou os cientistas a reverem para sempre a forma como viam os animais e a espécie humana.
Frans de Wall, afirma.
“O fato de Imo transmitir uma nova técnica para outros de sua espécie e isto se propagar, para outras gerações, é uma das provas de que alguns animais também têm um dom que era considerado exclusivo do homem: a cultura. Precisamos reconhecer que está caindo uma das últimas barreiras que nos separam das outras espécies, é claro que cultura, nesse caso, não significa a capacidade para escrever obras literárias ou pintar quadros cubistas. Cultura é um comportamento transmitido socialmente que não é adquirido individualmente nem geneticamente, é algo que se aprende com os outros, como a técnica de lavar batata dos macacos japoneses."

Mas antes de concluirmos a leitura deste texto e refletirmos profundamente, sobre ele, é preciso distinguir as ações positivas das negativas. Temos que entender a importância e a necessidade de termos ações positivas, para poder ser um formador de ações positivas. E como saber o que são ações positivas? Na realidade, é muito simples, é só agir com o mundo e com os outros seres, sejam eles pessoas, animais ou coisas, da mesma maneira que gostaríamos que agissem conosco se fossemos, nós, aquele ser, aquele animal ou aquele objeto "inanimado".
O Budismo já diz a muito que a nossa mente é como um macaquinho travesso, que é quase impossível controlar o que ele faz, e tenta através da prática da meditação, acalmar a mente, mas já que não podemos lutar contra os pensamentos e contra os nossos falsos e dissimulados discursos, quem sabe, vamos então através de uma firme atitude, mudar nossas ações. A mudança deve começar em nós e não nos outros.
Vamos lá meu "Big brother", vamos lavar bem direitinho e com carinho a as nossas BATATAS, pois sempre tem alguém olhando, e agora você já sabe o quanto são importantes as tuas ações para o mundo, pare de dar tanta importância para o que diz e pensa e "VÁ LAVAR BATATAS".
R. Vargas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O SILENCIO COMO OPÇÃO


Não sei se estou escrevendo sobre o silêncio no sentido explícito ou de um modo figurado, mas acredito que, de alguma forma, o que serve para um, serve para todos e o que está no micro também se refere ao macro. Mas de qualquer forma, o que me leva a escrever este texto não é o mais importante, na verdade, o que importa é de que forma ele se encaixa na história de vida e nos valores e necessidades de quem o ler.
Escrever sobre o silêncio me faz lembrar de uma frase de Confúcio: "O silêncio é um amigo que jamais atraiçoa."O silêncio aqui pode se referir à ação ou, melhor dizendo, à ausência desta. Somos “inducados” ou “formatados”, que é uma expressão do momento, a sempre responder quando inquiridos, solicitados ou “provocados”. Isso se apoia também em um instinto básico reflexivo em que, para toda ação, há uma reação correspondente. Se o animal tem sede, ele bebe; se tem fome, come. Quanto mais primitivo for o ser vivo, mais ele será refém dos instintos básicos. Por outro lado, os seres humanos, teoricamente, são os que estão mais distantes desta mecânica, em função de um processo acelerado de desenvolvimento cultural e social, principalmente nos últimos 500 anos. Estamos distantes, mas não libertos totalmente dessa influência, pois a nossa bagagem genética ainda carrega os mecanismos primitivos que eram importantes naquele contexto, ou seja, importantes para a nossa sobrevivência como espécie. Mas o mundo mudou, o contexto hoje é outro, e diversas mudanças aconteceram em velocidades muitas vezes superiores às transformações genéticas. Hoje, não temos mais os grandes predadores, que eram tremendamente violentos e selvagens, porém, previsíveis: a violência deles era intrínseca; ao encontrar um homem, sabiam o que esperar e, portanto, aprendiam a agir. Por outro lado, o predador de hoje é o próprio homem, um homem doente, doente psicologica e socialmente. Quando com ele nos deparamos, geralmente não podemos fazer sobre ele nenhum prognóstico. Esse homem é uma bomba armada para explodir a qualquer momento, sem lógica e sem sentido, pois a sua violência não é fruto da sua natureza, é fruto do seu medo, da sua insegurança e da sua confusão mental.
Acredito que todos nós temos as condições biológicas de assumirmos por escolha a condição de um ser superior e responsável. Responsável por nós, em primeiro lugar, e, num segundo momento, por todos os seres. Tudo depende de escolhas e devemos, necessariamente, praticá-las. Para isto, devemos parar de agir baseados na opinião da maioria, como falou Mark Twain, “sempre que estivermos por muito tempo ao lado da maioria, devemos ficar preocupados e dar uma parada para avaliar melhor”. Atualmente, somos escravos do Marketing e da Mídia, somos todos “vaquinhas de presépio”, ou, se quisermos uma imagem mais realista, somos como moscas comendo lixo, porque nos deixamos levar pelos valores e necessidades que a midia do consumo nos aponta como a melhor ou a que vai nos fazer felizes. Isto acontece tanto em nível de consumo material, quanto de valores morais, filosóficos ou Políticos.
Esta “EDUCAÇÃO” de dentro para fora pode começar pelo exercício do silêncio. Entenda-se por silêncio não apenas a ausência de som, mas um silencio mais abrangente, um silencio da ação, uma inação.
Ter a opção da não-resposta automática é uma característica do ser superior. O automatismo instintivo pertence aos seres primitivos. Se alguém nos empurra, por que devemos empurrar de volta? Se tivermos uma sensação de vazio, por que devemos buscar preenchê-lo imediatamente?
Se alguém nos questiona sobre algo, por que devemos responder com rapidez?
Onde está registrada esta lei, de que temos de responder a todas as perguntas, a todos os estímulos e a toda e qualquer agressão? Temos de reaprender que tudo depende de nós, de nossas escolhas. Não existe apenas a reação ou a resposta. Também é nossa a opção pela não-ação, pelo silêncio. Não somos obrigados a nada, nem a responder perguntas e nem a atender ao Messenger, Skype ou Celular.
Não caia na armadilha da resposta imediata. Você tem direito ao silêncio, à não-ação como opção. Experimente o poder do silêncio.
A opção de não ligar a televisão, ou de ligar não porque todos estão ligando para ver um Big Brother, mas porque queremos informação e cultura. Deveríamos usar a tecnologia a nosso favor, como bem disse A. Einstein: "Por que os avanços científicos e tecnológicos dão tanto conforto, tornando nossas vidas mais fáceis, mas não nos tornam mais felizes? A resposta é simples: é porque ainda não aprendemos a usá-los com inteligência."
Essas questões não servem apenas para a nossa relação com o nosso mundo exterior, mas valem também para avaliar as nossas reações às nossas compulsões e prazeres. Não quero com isso dizer que não devemos dar vazão a esses sentimentos, mas devemos adotar uma condição superior, devemos ao menos saber de onde eles vieram e a que propósito servem, já que apenas deixar-se levar pelos anseios e sentidos não é uma condição de um verdadeiro ser humano, de um ser superior. Qualquer animal é capaz de tal comportamento. Como já disse alguém: O homem é o unico ser que come sem ter fome, bebe sem ter sede e, mais ainda, fala sem ter nada para dizer.
Pense até que ponto você está agindo por inércia social, se deixando levar pelo movimento de grandes grupos. Afinal, você não é apenas mais um boi no rebanho ou uma formiga no formigueiro, vamos aproveitar que o Carnaval já passou e tirar da cabeça esta necessidade de fazer parte de um bloco.
R. Vargas
(Revisão: André Castro)