O Mestre dos Mestres

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Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

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sábado, 1 de dezembro de 2007

O BONENKAI NO AIKIDO


A confraternização do Bonenkai vem de uma era muito rica, conhecida como período Meiji (1867 a 1912) sendo que o Ideograma "Bonen" pode ser interpretada como tendo o sentido de esquecer o passado ou o que passou, esquecer os acontecimentos do ano e esquecer as diferenças e os atritos. É uma festa de final de ano, Japonesa, pode se dizer que o objetivo principal é propiciar um momento para todos despedirem-se, tanto dos acontecimentos bons como dos ruins ou desagradáveis, deixando para trás as rivalidades, as desigualdades e para purificar o espírito para o Ano Novo (vida nova) que está chegando. É o momento, também, de zerarmos os sentimentos de desavenças e os rancores deixados por alguém ou por algum mal-entendido, é a ocasião de exercitarmos o perdão e a COMPAIXÃO.
Esperamos e desejamos que todos nós possamos vir a entender, em algum momento de nossa vida, a importância destas idéias e o valor destes princípios. Porém, devemos transformar esta simples data em um sentimento permanente em nossa essência, não deve ser algo para ser praticado em um dia especifico e sim a cada segundo de nossa existência.

É fácil para qualquer pessoa perceber o quanto nos faz mal o habito de cultivar e guardar as ocorrências desagradáveis e os sentimentos negativos, como a raiva e o rancor. Basta observarmos, quando estamos sob forte emoção, a tensão muscular, a respiração, a circulação e a reação de nossos sistemas o urinário e digestivo. Esses efeitos são conseqüência de uma injeção de hormônios causadores de um stress positivo, causando uma reação biológica muito forte, que tem a sua utilidade como sistema de autoproteção de nosso ser, mas que só tem valor no momento, precisamente no instante em que podemos nos beneficiar positivamente disso.
Contudo, por outro lado, tal sistema natural de suporte de preservação pode se tornar algo muito danoso para a nossa saúde, se nos apossarmos e retivermos esses sentimentos dentro de nós, criando um continuo e danoso stress negativo, como se fôssemos a qualquer momento atacar ou ser atacados. Como já foi dito em outro momento: “O ressentimento e a mágoa guardados ao longo do tempo são como um veneno para o espírito, mas um veneno que só faz mal a quem o guarda. A pessoa passa a ser vitimada duas vezes, uma pelo agente externo e outra por si mesmo. Esses sentimentos só eram válidos e saudáveis lá, no passado, e lá devem ficar”.

Hoje em dia até a medicina acadêmica já aceita que sentimentos negativos afetam também nosso sistema imunológico, nos deixando imunodeprimidos, atacando inclusive nossas articulações (artrites) e nossa pele (dermatites), através de reações alérgicas.

Alguns poderiam se perguntar: “Mas porque me despedir das coisas boas? Das coisas ruins eu até entendo, mas das boas...?”. Como diz o conto Zen: “Se a xícara esta cheia, nada mais pode ser posto nela”. O cientista argentino Iván Izquierdo, radicado no Brasil, concorda com essa idéia e a demonstra magistralmente, através de uma linguagem técnico-científica, em seu brilhante livro A Arte de Esquecer (Ed. Vieira & Lent), que eu, recomendo.
As antigas culturas e o conhecimento milenar do Oriente nos ensinam que tanto as memórias ruins quanto as boas podem se tornar maléficas se nós trancarmos o seu fluir natural, todas elas têm um tempo de passagem natural pelo nosso ser; o ruim é quando nos apossamos dessas memórias e desses sentimentos, estagnando seu fluxo e seu ritmo natural, criando um doentio redemoinho de “rememórias conscientes” e, impedindo assim, as condições para a entrada do novo.
Com certeza devemos cortar nossas amarras com o passado. Perceba, sinta e veja a nossa vida como um barco cuja natureza é singrar livremente os mares, rumo ao desconhecido, mas que fica constantemente amarrado ao cais do porto que já conhece.
Vamos cortar as amarras e desfraldar as velas, buscando todos os nossos recursos e descobrindo nossas adormecidas potencialidades.

Os Bonenkai(s) costumam ser festas descontraídas, onde os colegas do Aikido podem se comportar sem cerimônia e sem se preocupar com a relação hierárquica de Kohai/Senpai e costumam se fartar de comidas e bebidas, num alegre entrelaçamento de amizades e compromissos futuros.

Assim sendo aguardo vocês lá, dia 13 de Dezembro.

Vargas

2 comentários:

Alexandre G. disse...

Sensei,

Muito obrigado pelo texto. "Singrar livremente os mares... livre de amarras". E eu aqui com o meu caíco remando contra a maré. Mas não ta morto quem peleia. Um dia chegamos lá!

Abraço
Alexandre G.
PS: Parece haver um erro de digitação no penúltimo parágrafo. Na frase..." seu ritmo a essa idassim, vos a aborou com sua an respeito da uqestnatural".

Roque Cruz Vargas Filho disse...

Amigo Alexandre
Realmente, havia um problema no texto, foi causado pelo editor do BLOGER, é um destes mistérios da informática, só acontecia com aquela frase, toda vez que ela era colada ao texto ela ficava toda embaralhada e sem sentido, tive que optar em escrever direto no editor em vez de importar do Word, se alguém souber o motivo me avise.
Vargas