O Mestre dos Mestres

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Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

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sábado, 20 de fevereiro de 2010



CONTROLE OU AUTONOMIA
 
Com treze anos fui trabalhar. Primeiro, com meu avô, na sua oficina de máquinas de escritório. Sempre tive fascinação por desmontar coisas e, no início, estraguei  alguns relógios despertadores e outros objetos domésticos para ver como funcionavam. Acredito que um reflexo disto, é que, tenho uma ótima visão espacial .  Depois, fui trabalhar no IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) como Office-Boy (mensageiro). Antes disto já tinha dado alguns vôos solo, engraxando sapatos. Sempre fui  um pouco empreendedor e, cedo quis ganhar o meu dinheiro. Somente umas duas ou três vezes em minha vida trabalhei como empregado e , 90% do meu sustento veio de atividades autônomas.

Meu Pai foi um líder sindical em uma época difícil, quando havia muita perseguição política.  Foi preso várias vezes. A  primeira vez nos anos 50, quando o então Presidente Getúlio suicidou-se. Alguém tinha que pagar o pato, então, começou uma época de perseguições políticas. Quando  não estava preso, estava viajando, participando de reuniões sindicais e, ou, participando de manifestações e apoiando greves. Era um idealista, sempre preocupado com as condições de miserabilidade do povo, mesmo que, com isto,  sua família estivesse passando por necessidades.
A única renda  que tínhamos era o pequeno  salário de minha mãe que era escriturária  da Secretaria do Trabalho. Como estávamos em dificuldades financeiras, fui trabalhar no IRB. Parei de estudar em horário normal, indo estudar a noite.

Comecei a lembrar destes fatos, em função de uma notícia que li onde falam de um estudo que foi feito com uma série de artistas e esportistas na faixa de 06 a 38 anos, onde concluíram que: crianças às quais fora dado autonomia para escolher o que estudar,( na pesquisa tocar algum instrumento, mas é valido para esporte ou profissão) e que isto não fosse uma obrigação, e, não tivesse uma motivação de satisfazer os desejos de algum dos pais, tiveram um melhor progresso e desenvolvimento.

Esta leitura me fez recordar a mãe maravilhosa que eu e meu irmão tivemos, na nossa infância e adolescência, por ter sempre, na medida do possível, nos deixado à vontade, com uma certa autonomia.  Aturando inclusive os ensaios, em nossa casa no IAPI, da “Banda no estilo Beatles” que criamos,  por volta dos 15 anos. E ainda eu com os meus “delírios” de Filosofia Oriental,  Artes Marciais e de Yoga; e o meu irmão com suas experiências de Professor Pardal, uma vez, que, quase botamos fogo no Contador da Luz, criando um arco voltaico.

O estudo a que me referi se baseou no que especialistas chamam de autonomia – ou seja, fazer algo por seus próprios valores e crenças e não pelos dos outros. Conclui o estudo, e eu concordo, que pais controladores fazem com que seus filhos não tenham autonomia e forçem estes, a fazer atividades das quais não gostam e não curtem.

Felizmente minha mãe não era do tipo controladora e  meu pai no pouco tempo em que estava em casa, não chegava a influenciar relevantemente em nossa formação.
Os Pais e Mães que tentam "direcionar" os filhos em função de seus gostos e desgostos o fazem muitas vezes por uma equivocada idéia de amor, mas isto não é amor, o amor liberta.
A atitude controladora de alguns pais, hoje ainda alavancada por uma ansiedade e um desejo doentio de que o filho seja um sucesso (seja lá o que isto represente), tem levado estes, cada vez mais, aos analistas ou aos braços de algum guru salvador.

Vocês já devem ter ouvido esta frase: “Eu sei o que é melhor prá ti, mais tarde vais me agradecer.” Eu responderia:  - Tudo bem depois tu me pagas o Psico-terapeuta.
Para concluir, gostei de uma frase que li  do Fabricio Carpinejar, falando sobre sua filha: -"...não quero sua dependência para me sentir importante, quero sua independência para que ela seja importante."


R. Vargas

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