O Mestre dos Mestres

O Mestre dos Mestres
M. Ueshiba - O Sensei - Grão Mestre
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Visita à Passo Fundo em 26/02

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Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

COMO APRENDER AIKIDO EM DEZ ATITUDES “SAUDÁVEIS”

1ª Atitude
O Local:
Escolher para treinar um Dojo que tenha autorização de uma organização regional e que tenha um Sensei responsável, no minimo 3º Dan (com certificado do Hombu Dojo). Verifique que  este seja vinculado e monitorado por uma organização com sede no Brasil, por sua vez com vinculo e reconhecimento do Hombu Dojo, Japão. Isto vai lhe preservar de cair na mão de aventureiros e dará uma qualidade melhor ao seu aprendizado.
O mais importante ao escolher uma escola é avaliar sua história e a sua dinastia ou linha hierárquica, tanto do Dojo quanto do Sensei responsável.

2ª Atitude
O Ritmo:
Definir um ritmo de treino em termos de frequência: seja de 1 de 2 ou de três vezes por semana isto não importa, o mais importante é manter uma constância. A irregularidade é muito prejudicial ao desenvolvimento do aprendizado. Ritmo é importante, não só ao executar as técnicas mas também na periodicidade dos Keikos.

3ª Atitude
O Haraguei
Trabalhar e investir na tarefa de desenvolver a capacidade de sentir e perceber o outro. No caso de um treino de Aikido, o outro tanto é aquele que desempenha o papel de atacante/agressor (Uke), como também é em outro momento aquele que vai receber o seu ataque, o agredido que vai se defender(Nague) usando a técnica adequada. A percepção do(s) outro(s) e por extensão do mundo exterior (isto é, de tudo aquilo que esta fora de nós) é uma arte, uma arte que qualquer um pode desenvolver. Ela tem várias facetas e várias nuances, tais como empatia, instinto, sexto sentido, leitura corporal ou “mental”. O ambiente de treino de um keiko é muito propicio para exercitarmos e desenvolvermos a nossa capacidade de sentir, de perceber quando o outro vai atacar, o grau de força que ele vai usar, o sentimento que ele está colocando no ataque. Podemos até chegar a perceber a energia e o sentimento do grupo naquele dia especifico. A maior vantagem de um ambiente de treino para o nosso desenvolvimento é o seu aspecto “laboratório”; é que nele nós podemos nos dar ao luxo de errar e assim descobrir aquilo que funciona, e ali pode ser sempre aperfeiçoado e desta forma brindando a todos com pequenas descobertas que vão com o tempo melhorando nossa autoconfiança e a crença em nosso sentir. A “mágica” esta ao alcance de todos, acredite.
A primeira vista pode parecer sem importância o acreditar, mas com o tempo você vai descobrindo o poder da crença. Ela é uma ferramenta importante que vai potencializar todos os seus fazeres. O nosso corpo é mágico, ou como dizem alguns neurologistas, ele é “ingênuo”e obediente, procura trabalhar para satisfazer todas as nossas crenças, por isto muitos sábios avisam “ cuidado com o que você pede ou acredita”. Se acreditar em doenças vai tê-las, se acreditar em infelicidade, ela vai ser uma prioridade em sua VIDA, portanto selecione e qualifique as suas  crenças.

4ª Atitude
O Vazio
Ao entrar no Dojo procure deixar o seu dia no lado de fora, se for possível troque o seu calçado por um chinelinho (Zori) já na entrada do Dojo. Isto lhe ajudará a simbolizar e significar a atitude de deixar o mundo lá fora. Deixe lá fora o seu estresse, as contas que ainda não pagou, os pensamentos negativos, suas dúvidas e incertezas, mas também as suas certezas e deixe lá fora também os seus títulos, sejam eles honoríficos, de estudo ou de cunho militar ou religioso. Todas estas coisas só vão lhe atrapalhar no momento do treino. Entre no treino com uma mente de aprendiz, confie. Sua mente pode até ter vários terabytes, mas se estiver cheia não poderá aprender nada de novo.

5ª Atitude
A Gratidão (Giri)
O sentimento de respeito e gratidão é um dos mais valiosos. Cultivar esta atitude é crucial para construir um sólido caminho tanto no Aikido como na vida. Está comprovado cientificamente que cultivar o sentimento de gratidão traz mais benefícios ao que agradece do que àquele a quem se agradece; isto sem contar o ambiente de energia positiva que é produzido e do qual todos se beneficiam. A principal e primeira gratidão que devemos cultivar dentro do Budo é a todos aqueles que vieram antes de nós, pois todo o conhecimento e tradição foi por eles construído. Da mesma maneira, no âmbito familiar devemos dirigí-lo à todos nossos ancestrais, pois toda a nossa bagagem cultural, social e genética foi aperfeiçoada por eles e entregue à nossa responsabilidade.

6ª Atitude
Dedicação e gentileza
Pense, qual a sua missão? Não tivemos a sorte de vir a este mundo apenas para “Ver a Banda Passar”. Afinal, você ganhou uma corrida contra milhões de outros espermatozóides e o prêmio é a sua atual existência. Sem contar o fato de que todos os seus ancestrais tiveram a sorte ou a competência de chegar a uma idade de serem aptos para a reprodução. Nossa espécie passou por milhares de anos de aperfeiçoamento. Em respeito a tudo isto, vamos buscar ser úteis aos outros seres, à sociedade, ao mundo em que vivemos. Podemos ser úteis sendo proativos, desenvolvendo o olhar e a percepção para o que precisa ser feito e o fazendo com gentileza no coração.
A tradição dentro da prática e da filosofia do Aikido ensina a importãncia de desenvolver a antecipação. No caso de um ambiente marcial esta é uma qualidade de sobrevivência, desenvolver a capacidade de antever algo, mas que não precisa ser de prever o futuro em horas, dias ou meses. Basta muitas vezes um segundo de antecipação para salvar uma vida. Busque primeiro este segundo; quando já o tiveres, vá em busca de mais, um de cada vez.
Mas não pense que os beneficios deste tipo de treinamento se esgotam aqui, hoje em dia no mundo competitivo em que vivemos, ser proativo é uma qualidade que vai destacá-lo e diferenciá-lo em qualquer atividade. Mas cuidado a soberba não é uma boa companheira, busque ser um proativo gentil.

7ª Atitude
Persistência
As dificuldades em nosso caminho não são barreiras, são chances e oportunidades de aprendermos e nos aperfeiçoarmos. Devemos sempre lembrar que o aprendizado não é uma estrada reta e com uma inclinação constante em direção à excelência; pelo contrário, é uma estrada sinuosa e cheia de altos e baixos, com subidas gloriosas e descidas assustadoras recheadas por algumas planícies de incertezas e dúvidas. Mas com certeza este caminho tortuoso é o caminho que leva à excelência. Porém ele só brinda aos persistentes que não desistem.

8ª Atitude
Higiêne
A higiêne em todos os niveis: espiritual, mental e corporal constrói ambientes melhores. Quanto mais pessoas buscarem esta atitude, melhor será o ambiente de treino, familiar e de trabalho. Em suma, teremos um mundo melhor. Uma coisa tão simples, mas se cada um fizer a sua parte já estará dando uma grande contribuição.

9ª Atitude
Defiinir objetivos
Ao iniciar a trilhar o caminho do Aikido, o Seito ( aluno/discípulo ) deve definir em sua mente um objetivo, uma meta. Isto é de suma importância. Porém vale ressaltar que metas e objetivos não são eternos, diante de algumas circunstâncias, podemos redefini-los.
Para qualquer projeto de vida, sobressai a importância de definirmos o que queremos e aonde queremos chegar. Se não definirmos os nossos objetivos e os rumos de nossa vida, “alguém” vai definir por nós. Claro que existe muito de imponderável no nosso caminho, dificilmente vamos acertar 100% no alvo, mas se deixarmos ao acaso ou como diz na música “deixa a vida me levar” com certeza não vamos construir nada significativo. Por este modo, talvez se tiver sorte, chegue à Ilha de Robinson Crusoé

10ª Atitude
Treinar, treinar, treinar...

Parece falar o obvio, mas não é. Com o advento da internet, You Tube e toda a fácilidade de acesso à informação e a imagens, percebe-se que muitas pessoas dão mais enfase ao ver do que ao fazer. Uma atividade psico-motora como o Aikido requer para o seu aprendizado não apenas o ver, mas muito, muito mais o praticar. Só ele é que vai dar as condições para cada um desenvolver o seu Aikido. Quando você apenas vê, esta registrando a informação como se estivesse escrevendo algo na areia, qualquer vento ou aguá ira apagar este registro. Quando você pratica, executa o movimento, você esta riscando esta informação levemente na pedra; se repetir este movimento centenas de vezes, este registro já começará a ficar mais definido, a marca sera cada vez mais profunda. Agora imagine como será depois de repetir milhares de vezes: o resultado é que esta informação, este registro passará a fazer parte de você e da sua essência. Mas o caminho não para por ai, a ”cereja” do bolo ainda está por vir e ela está ao seu alcance. Em um próximo texto estaremos falando sobre isto.

Porto Alegre, 21 de agosto de 2014


R. Vargas

terça-feira, 20 de maio de 2014

COMO APREENDER AIKIDO EM 10 ...


Após um longo período sabático e com energias renovadas, estou reativando este Blog.
No próximo post mostrarei alguns insigths,  "novos e interessantes".

 R. Vargas

sábado, 28 de maio de 2011

Parceria com o Hostel Porto Tche

O Instituto Sul Brasileiro de Aikido, esta realizando um parceria com o Hostel Porto Tchê, localizado na Cidade Baixa em Porto Alegre. Os Aikidoistas vinculados à nossa Instituição, quando em visita à Nossa cidade podem se hospedar neste Hostel, que oferece vagas em quartos coletivos e individuais a preços, normalmente, bem acessíveis. Mas com o convênio esta estadia torna-se mais barata ainda. Consulte pelo Site: www.hostelportotche.com.br ou pelo fone: 51 35197175 e 8204 7878.
Veja aqui fotos do Hostel:
https://picasaweb.google.com/vargas.aikido/HostelPortoTche?authkey=Gv1sRgCMqYp4fP6Ya87wE&feat=directlink


terça-feira, 22 de março de 2011

Aikido

O aikidô foi criado no Japão na década de 1920 pelo mestre Morihei Ueshiba, a partir de sua experiência com dezenas de artes marciais – entre elas, kenjutsu e jojutsu (bastão curto). No aikidô o objetivo é deixar fluir a energia e saber usá-la, tanto no próprio corpo como no do oponente. Por isso, é uma arte de defesa.

O que significa
O termo “aikidô” é formado por três ideogramas. Ai significa harmonia, amor. Ki é energia vital. E dô, caminho. Em tradução livre, é o “caminho da harmonia da energia”.

Filosofia
Talvez seja a arte que mais enfatiza o desenvolvimento do uso da energia. O aikidô busca a harmonia dos seres com uma força universal denominada “Ki”, que significa “respiração” ou “sopro vital”.

História no Brasil
O auge do período de afirmação do aikidô no Brasil foi a década de 1960, quando esta arte marcial foi propagada a partir do trabalho de “mestres” como, por exemplo, Reishin Kawai. Com o passar dos anos diversos de seus discípulos difundiram a prática por todo o Brasil.

MADE IN JAPAN

domingo, 13 de março de 2011

NIHON, KIO TSUKETE


Aproveito este espaço para externar toda a nossa preocupação com nossos amigos do Japão.
Levamos nossas preces e desejos de uma pronta resolução dos problemas ao Doshu Moriteru e a todos os amigos, Sensei(s) e Shihan(s) do Hombu Dojo e aos Nossos amigos de Hiroshima, Kitahira Shihan. Esperando também, em breve, alguma noticia de nosso especial amigo Sensei Noritoshi Narita. Na certeza de que apesar da tragédia do momento, o Japão e seu povo sairão desta mais fortes ainda.
KI O TSUKETE.

R. Vargas

12/03/2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Budô: o segredo da filosofia oriental

Conheça o pensamento que inspirou todas as artes marciais japonesas atuais, como Aikidô, Judô, Jukendô, Karatê, Kendô e Sumô.

Por Camila Taira, para Made in Japan.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perfil: Ono Sensei, o caminho de um mestre de aikidô

Kenji Ono nasceu em Tóquio no dia 1º de outubro de 1925. Ele chegou ao Brasil com oito anos, acompanhando seus pais, em uma das primeiras levas de imigrantes que se dirigiram ao interior de São Paulo para trabalhar nas lavouras. A primeira cidade brasileira em que morou foi Morro Agudo, a 395 km da capital paulista. Desde cedo interessado em artes marciais, já era faixa preta de judô quando o aikidô chegou ao Brasil.

Fascinado com as primeiras demonstrações públicas, foi o sexto aluno a se matricular na academia de Kawai Shihan, introdutor do aikidô na América Latina. De Kawai Sensei recebeu o nome Keizen Ono Sensei.

Dono de uma técnica única, Ono Sensei começou a pesquisar o ki por meio de exercícios de respiração. “Como não tinha força física, tinha de pesquisar um modo de aplicar a técnica. Acabei percebendo que o aiki (força que une o homem a Deus e à natureza, segundo o mestre) acaba por complementar a força física”, conta.

Lecionando desde 1966, Ono Sensei formou muitos professores de aikidô do Brasil. Em uma missão que considera sagrada, continua aos 85 anos a ministrar suas aulas quase diariamente em seu dojo no bairro da Aclimação, em São Paulo (SP).

Depois de presenciar um treino com Ono Sensei, Made in Japan conversou com o mestre. Confira AQUI.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SABEDORIA DE KAWAI SENSEI 2

Certo/Errado x Gosto/Não Gosto


Em várias ocasiões Kawai Sensei abordou este tema:

Certo e Errado não Existe
O que é considerado certo para algumas pessoas é considerado errado para outras. Por exemplo: uma pessoa de religião católica pensa que essa é a religião certa e as demais estão equivocadas. Uma pessoa de religião presbiteriana pensa que essa é a religião correta, etc. Uma pessoa torcedora do Grêmio pensa que esse é o time correto para se torcer, bem como uma pessoa fã do Internacional pensa o contrário. Etc.
O que é considerado certo para uma sociedade, pode ser considerado errado por outra sociedade. Por exemplo: em alguns lugares do planeta é visto como lícito um homem ser casado com várias mulheres. No Brasil isso não é permitido.
Poderíamos citar inúmeros exemplos nesse sentido.

Gostar ou Não Gostar: Isso Existe
As preferências pessoais são uma realidade e devem ser respeitadas.
Não podemos partir do princípio de que o que gostamos deva ser considerado universal.
Temos que admitir que nossos gostos, por mais arraigados que sejam, podem ser considerados equivocados por outras pessoas, sem que com isso passemos a considerar essas pessoas menos importantes do que nós.

O sentimento de tolerância e solidariedade deve ser cultivado por todos os seres humanos.


O vestuário feminino é um bom exemplo de como os costumes divergem de acordo com as culturas locais:




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SABEDORIA DE KAWAI SENSEI 1

ÁGUA

O corpo humano é composto de água, entre 70 e 75%. O percentual de água no organismo humano diminui com a idade: entre 0 e 2 anos de idade é de 75 a 80 %; entre 2 e 5 anos cai para 70 a 75%; entre 5 e 10 anos fica entre 65 a 70%; entre 10 e 15 anos diminui para 63 a 65% e entre 15 e 20 anos atinge 60 a 63%. Aí vem um período de maior estabilidade: entre 20 e 40 anos esse teor de água no corpo humano fica entre 58 a 60%. Entre os 40 e os 60 anos, essa percentagem cai para 50 a 58%. Acima de 60 anos, o humano segue sua desidratação. No próprio corpo humano, os teores de água variam. Os órgãos com mais água são os pulmões (mesmo se vivem cheios de ar) e o fígado (86%). Paradoxalmente, eles têm mais água do que o próprio sangue (81%). O cérebro, os músculos e o coração são constituídos por 75% de água. *

Kawai Sensei várias vezes comparou o ser humano à água.

A água que desce a montanha está sempre em movimento. Ela é pura, leve e límpida.


A água parada, por outro lado, fica podre. Ela cheira mal, possui coloração escura e contém vários organismos, como larvas de insetos, bactérias, dentre outros.

As diferenças entre as pessoas que se movimentam e as sedentárias, porém, não ocorrem apenas no nível físico. As pessoas que não se movimentam tendem, além de gradativamente entrar em processo de deterioração, a apresentar vários distúrbios de humor como, por exemplo, depressão.

Esse é um ensinamento que deve ser levado em conta durante toda a vida.

Omar Rösler

* Água na natureza, na vida e no coração dos homens

quarta-feira, 24 de março de 2010


O CASO DOS DOIS SÁBIOS

Ouvi esta história contada por um amigo, alguém muito simples, sem muita erudição, felizmente, (mas) e com uma profunda e aguda inteligência.
Antes, de contar a história anedótica de meu amigo, gostaria de narrar o contexto em que ela foi dita.
Tomava-mos Chá em um lugar público, jogando conversa fora e filosofando um pouco, meu amigo, eu e uma amiga. O assunto, se não me engana a memória, era sobre a riqueza cultural do gaucho e do seu grau de politização. La pelas tantas, caiu de pára-quedas no assunto um advogado que estava ao lado, com o ouvido espichado para nós.
Ele foi dizendo de uma forma doutoral e professoral:  -Vocês estão enganados. Quando eu morei na França, me dei conta da insignificância da nossa cultura...  E ele foi por ai afora, fazendo uma porção de afirmações deste gênero, com a empáfia e a arrogância de alguém que só tinha certezas.
Quando ele deu uma folguinha, prá respirar, o meu amigo saiu com esta: -Tchê, tu conheces a historia dos dois Sábios? Ele. -Não.  -Então, vou te contar, escuta com atenção.

Dois sábios se encontraram numa praça.
Sábio nº 1: - Tchê, descobri uma verdade, que é universal.
O nº 2 respondeu: - Sim, qual é?
O 1: - Toda a pessoa que tiver certeza absoluta de alguma coisa é um baita idiota.
O 2: - Mas me diz com sinceridade. Tu, estas convicto disto, tens certeza?
O Numero 1, batendo de maneira enfática, com o punho direito cerrado sob a palma da mão esquerda:
- ABSOLUTA, ABSOLUTA!!!

Acho que não preciso explicar o motivo de o "Doutor" ter saído, em disparada e de mau humor.


R. Vargas

sábado, 20 de fevereiro de 2010



CONTROLE OU AUTONOMIA
 
Com treze anos fui trabalhar. Primeiro, com meu avô, na sua oficina de máquinas de escritório. Sempre tive fascinação por desmontar coisas e, no início, estraguei  alguns relógios despertadores e outros objetos domésticos para ver como funcionavam. Acredito que um reflexo disto, é que, tenho uma ótima visão espacial .  Depois, fui trabalhar no IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) como Office-Boy (mensageiro). Antes disto já tinha dado alguns vôos solo, engraxando sapatos. Sempre fui  um pouco empreendedor e, cedo quis ganhar o meu dinheiro. Somente umas duas ou três vezes em minha vida trabalhei como empregado e , 90% do meu sustento veio de atividades autônomas.

Meu Pai foi um líder sindical em uma época difícil, quando havia muita perseguição política.  Foi preso várias vezes. A  primeira vez nos anos 50, quando o então Presidente Getúlio suicidou-se. Alguém tinha que pagar o pato, então, começou uma época de perseguições políticas. Quando  não estava preso, estava viajando, participando de reuniões sindicais e, ou, participando de manifestações e apoiando greves. Era um idealista, sempre preocupado com as condições de miserabilidade do povo, mesmo que, com isto,  sua família estivesse passando por necessidades.
A única renda  que tínhamos era o pequeno  salário de minha mãe que era escriturária  da Secretaria do Trabalho. Como estávamos em dificuldades financeiras, fui trabalhar no IRB. Parei de estudar em horário normal, indo estudar a noite.

Comecei a lembrar destes fatos, em função de uma notícia que li onde falam de um estudo que foi feito com uma série de artistas e esportistas na faixa de 06 a 38 anos, onde concluíram que: crianças às quais fora dado autonomia para escolher o que estudar,( na pesquisa tocar algum instrumento, mas é valido para esporte ou profissão) e que isto não fosse uma obrigação, e, não tivesse uma motivação de satisfazer os desejos de algum dos pais, tiveram um melhor progresso e desenvolvimento.

Esta leitura me fez recordar a mãe maravilhosa que eu e meu irmão tivemos, na nossa infância e adolescência, por ter sempre, na medida do possível, nos deixado à vontade, com uma certa autonomia.  Aturando inclusive os ensaios, em nossa casa no IAPI, da “Banda no estilo Beatles” que criamos,  por volta dos 15 anos. E ainda eu com os meus “delírios” de Filosofia Oriental,  Artes Marciais e de Yoga; e o meu irmão com suas experiências de Professor Pardal, uma vez, que, quase botamos fogo no Contador da Luz, criando um arco voltaico.

O estudo a que me referi se baseou no que especialistas chamam de autonomia – ou seja, fazer algo por seus próprios valores e crenças e não pelos dos outros. Conclui o estudo, e eu concordo, que pais controladores fazem com que seus filhos não tenham autonomia e forçem estes, a fazer atividades das quais não gostam e não curtem.

Felizmente minha mãe não era do tipo controladora e  meu pai no pouco tempo em que estava em casa, não chegava a influenciar relevantemente em nossa formação.
Os Pais e Mães que tentam "direcionar" os filhos em função de seus gostos e desgostos o fazem muitas vezes por uma equivocada idéia de amor, mas isto não é amor, o amor liberta.
A atitude controladora de alguns pais, hoje ainda alavancada por uma ansiedade e um desejo doentio de que o filho seja um sucesso (seja lá o que isto represente), tem levado estes, cada vez mais, aos analistas ou aos braços de algum guru salvador.

Vocês já devem ter ouvido esta frase: “Eu sei o que é melhor prá ti, mais tarde vais me agradecer.” Eu responderia:  - Tudo bem depois tu me pagas o Psico-terapeuta.
Para concluir, gostei de uma frase que li  do Fabricio Carpinejar, falando sobre sua filha: -"...não quero sua dependência para me sentir importante, quero sua independência para que ela seja importante."


R. Vargas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

         NOSSOS DOIS CÉREBROS



Durante as últimas duas décadas se tem tratado de entender a origem do PROCESSO CRIATIVO.
Foi perguntado a mais de 10,000 pessoas exatamente esta pergunta:
De onde obtém suas melhores idéias?
As respostas obtidas foram surpreendentes, especialmente considerando todo o tempo do dia que as pessoas passam no seu trabalho:

97% Durante :

·         o banho
·         Antes de dormir
·         Quando não faço nada
·         Quando caminho
·         Conversando
·         Meditando
·         Analizando
·         Nas férias
·         tomando vinho
·         Em outras atividades diversas...
        
         E 3% no trabalho.

Quando tem suas melhores idéias? Por que isto acontece?
Temos mais de um cérebro*… Um “faz nosso trabalho”.
O outro se encarrega de gerar idéias criativas que não tem nada que ver com o trabalho..

Platão foi o primeiro a postular, no mundo ocidental, a idéia de que há dois aspectos distintos na mente humana.
A um destes aspectos chamou “Logistikon”, a parte racional do ser humano.
Ao outro chamou “Nous”, a parte intuitiva das pessoas.

No Mundo Ocidental, a maioria das pessoas não tinham idéia do que Platão queria dizer com a sua teoría dos dois cérebros e basicamente a ignoraram por centenas de anos ou mais.
Em contrapartida, no Oriente, as pessoas entenderam os princípios do lado esquerdo e direito do cérebro à sua própria maneira.
Depois veio A Era da Razão, seguida da Era Científica, e a gente começou a ter curiosidade acerca do que fazia que as coisas funcionassem … inclusive o cérebro.
No Século XIX, os cientistas começaram a especular a respeito, até que se deram conta de que o cérebro parecia estar composto por duas metades ou “hemisférios”, os quais provavelmente controlavam diferentes aspectos do organismo humano.

Com o passar do tempo, uma série de teorias começaram a ser criadas sobre os “dois cérebros” muitas das quais estavam dentro do que Platão havia definido há 2.000 anos…

lado esquerdo está associado com o intelecto, e está relacionado com o pensamento convergente, abstrato, analítico, calculado, linear, sequencial e objetivo - se concentra nos detalhes e nas partes do todo.
Este lado produz pensamentos que são diretos, verticais, sensíveis, realistas, frios, poderosos e dominantes. Os engenheiros têm fama de usar este tipo de pensamento…

lado direito está associado com a intuição e está relacionado com o pensamento divergente, imaginativo, metafórico, não-linear, subjetivo e se concentra no TODO das coisas.
Este lado produz pensamentos que são flexíveis, divertidos, complexos, visuais, diagonais, místicos e abstratos.

Os artistas, músicos, inventores, e empreendedores têm fama de usar este tipo de pensamento (junto com algum dos rebeldes companheiros seus de trabalho, dos quais VOCÊ podes ser um deles…)
Quando uma pessoa está no trabalho, a maior parte do tempo usa o lado esquerdo do cérebro. Se concentra nos detalhes, em tratar de encontrar o problema, em tratar de obter informação e feitos.
Lógica, praticidade e ordem são as leis do dia.

Afinal, isto não é tão mau, já que uma vez que o lado esquerdo do cérebro fez o seu trabalho, todo o “trabalho pesado”, aí o lado direito pode emergir e criar uma idéia totalmente diferente, uma possibilidade fora dos padrões estabelecidos.
Mas deve-se tomar em conta que o lado direito do cérebro é “tímido”.

…Não chegará e se porá a fazer o que tão bem sabe fazer…
Necessita ser convidado a funcionar.
Então, como convidamos o lado direito do cérebro a funcionar?
…Fazendo atividades que o lado direito controla !

…por exemplo…

Sair para passear
Exatamente isto: vá caminhar, dar uma volta, inclusíve pular ou correr.
Praticar uma arte marcial como o Aikido.
Quando seu corpo se move, seu lado direito se ativa.
…Sabia que Mozart fazia exercício antes de compor?
Escute música, dance.
Ou, melhor ainda, toque...
Especialmente música sem letra ou cantada numa língua que você não entenda.
Yokimura Nakamatsa, inventor japonês com mais de 2.000 patentes registradas, escuta a nona sinfonia de Beethoven antes da fase de execução de seus projetos.

Desenhe, ou faça esculturas, pinte ou faça algo assim.
Faça representações visuais de seu objetivo ou ideia.
Use o humor! “Ahá” e “ha,ha, ha” estão muito conectados.
O riso o libera da tiranía da lógica e da linearidade.
Mude seu look.
Mude o aspecto do seu espaço de trabalho, mas respeitando as normas de onde trabalha.
Pregue posters inspiradores. Reordene sua estante. Mova qualquer coisa que renove a “ordem” de sempre.
Visualize a solução que tanto está batalhando para encontrar racionalmente. 
(Veja com os olhos da mente…)

“Raramente penso só com palavras.” Albert Einstein

Não faça nada. Reflita. Medite. Interiorize. Saia do problema.

Por que relutamos em ativar nosso lado direito do cérebro?
1. Para não ter que esperar até sair do trabalho para ter uma boa idéia
2. Para não ficar limitado a somente o racional e linear do lado esquerdo.

Necessitamos de ambos: do lado esquerdo e do lado direito
O truque é: saber como nos mover fluidamente de um lado para o outro com facilidade.

Funções do lado esquerdo do Cérebro:
·         emprego da lógica
·         orientado a detalhes
·         baseado em feitos,
·         palavras e linguagem
·         presente e passado
·         Matemáticas e ciência pode compreender o conhecimento reconhece ordem/percepção de modelos. 
· Conhece o nome de objetos baseado na realidade formas de estratégias, prático, seguro.

Funções do lado direito do Cérebro usa os sentimentos orientado a ver o panorama geral imaginativo símbolos e imagens presente e futuro, filosofia e pensamentos abstratos  e fantasiosos podem ampliar:
·         crê
·         aprecia
·         percepção espacial
·         sabe a função dos objetos
·         baseado na fantasia
·         apresenta possibilidades
·         impetuoso
·         assume riscos


 BOM EXERCÍCIO!!!


Autor desconhecido

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Hoje estamos postando o interesante texto de Leila Ferreira. Ela é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte... 


DO BOM E DO MELHOR

Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.

Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o
menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos
A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. 
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?


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Texto com uso autorizado. Quem quiser conhecer o Blog da Leila, vá em: http://www.leilaferreira.com.br 

R. Vargas